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quarta-feira, 2 de julho de 2008

The Soft Machine , se ainda não ouviu corra atrás !

Um vez ouví falar que The Soft Machine era a banda que havia criado o primeiro "som" progressivo, inclusive ví uma vez uma tal árvore genealógica do rock progressivo e essa banda aí estava lá no topo sózinha, resolví ouvir ... isso já fazem uns 10 anos ... MARAVILHA
O Soft Machine é uma daquelas bandas nada comerciais, que pouca gente ouve falar e de poucos ouvintes. Entretanto, sua música influenciou profundamente toda uma era, a segunda metade dos anos 1960.
Grupo inglês de rock psicodélico com fortes influências do progressivo e do jazz rock, o Soft Machine estava no olho do furacão da chamada Canterbury Scene, movimento que inclui também o Caravan, o Gong e outras bandas ainda mais obscuras e undergrounds. Juntamente com o Pink Floyd e o Tomorrow, foi a primeira banda de rock psicodélico em todo o Reino Unido.O Soft Machine foi formado em 1996 por Robert Wyatt (bateria, vocais), Kevin Ayers (baixo, guitarra, vocais), Daevid Allen (guitarra) e Mike Ratledge (órgão).

Nos primeiros shows, também houve a participação de um guitarrista americano chamado Larry Nowlin. Allen, Wyatt e o futuro baixista Hugh Hopper tinham tocado juntos no Daevid Allen Trio e ocasionalmente eram acompanhados por Ratledge. Wyatt, Ayers e Hopper foram membros fundadores da Wilde Flowers. Eles tocavam em bares do underground londrino, como o UFO, tocaram na Holanda, Alemanha e na Riviera Francesa. Em 1967, retornando de um show na França, Allen, que é australiano, estava com o visto vencido e não pôde mais entrar no Reino Unido. A banda continuou como um trio e Allen voltou para Paris, onde fundou o Gong.

O futuro guitarrista do The Police, Andy Summers, chegou a integrar uma das formações do grupo em 1968, ano em que o Soft Machine excursionou pelos Estados Unidos abrindo os shows do The Jimi Hendrix Experience e gravou o primeiro álbum em Nova York.O primeiro disco mistura com competência rock psicodélico e jazz rock, em boas suítes. São 13 faixas de puro experimentalismo e cheias de efeitos eletrônicos. Destaque para a faixa de abertura, "Hope for Hoppiness" e "Save Yourself", verdadeiras pérolas do talentoso compositor e guitarrista Kevin Ayers.

Já o Volume Two traz faixas mais curtas e algumas "seriadas", divididas em duas partes. Elas se comunicam entre si. São "músicas para o corpo e para a mente". Gosto muito de "Pig" e "Dada was here".

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